O jardim da Mostra Iluminare, foi o cenário ideal para uma experiência única que uniu técnica, relaxamento e expressão pessoal. No final da tarde do último sábado (27), ao som do musico Luan Lobato e sob a orientação da artista plástica Andreia Mendes, um grupo de mulheres participou de uma oficina de pintura em taças, transformando os objetos em peças exclusivas e carregadas de significado.
A aluna Sônia Maria Ferreira explicou que já tinha praticado pintura em tecido, mas pintar no vidro é a realização de um desejo antigo. “Espetacular. Esses são momentos únicos na vida da gente. Eu já lutei por esse momento, vivia pedindo isso para a Andreia”, afirmou.
Para Priscilla Deves, a oficina representou uma quebra na rotina e na pressão pela perfeição. “Está sendo um momento de relaxamento, de a gente poder ter liberdade de expor nossa criatividade, de tentar e errar sem ter ninguém atrás da gente brigando para estar sempre certo. Então, está uma delícia realmente”, destacou. Priscilla observou ainda que a iniciativa da Mostra vai além da arquitetura tradicional. “Eu acho que a Val se superou, estava conversando com ela antes, porque foi uma quebra de tabu, o que está acontecendo na cidade. A gente está com uma mostra de arquitetura, mas indo muito além. Está fazendo a gente realmente curtir os espaços, estar aqui dentro da casa e vivenciando momentos únicos”, afirmou.
Lavínia Ribeiro, de apenas 14 anos, tem o hábito de pintar desde a infância, mas encontrou na taça uma nova possibilidade. “Está sendo muito bom, o ambiente é bem gostoso, bem aconchegante. É muito bom porque a Andreia explica muito bem e me ajuda a entender. O ambiente é muito bom, aconchegante. Consegui aprender muito e agora quero pintar pratos, quero aprender direitinho”, contou.
Já Flávia Daiane Friedrich ressaltou a sinergia entre a atividade e a natureza ao redor. “Está sendo um momento terapêutico. Estamos treinando várias flores diferentes e está sendo um momento muito gostoso. É um ambiente muito agradável, que a Mostra proporciona nesse jardim ao ar livre e o canto dos pássaros”, explicou. Para Flávia, a prática confirma o tema da Mostra Iluminare, “Mais que viver, sentir”. “Traz à tona toda essa coisa da natureza. Do sentir, né? Porque a pintura, a arte, ela é muito o sentir. Ela é o que a gente quer transmitir, como é que a gente está se sentindo”, reforçou.
Para Vanessa Livi, que trabalhava com maquiagem, a pintura surgiu como um desafio pessoal para desconectar-se da tecnologia. “É um hobby que estou me desafiando a fazer para ter um momento de sair do celular e ficar no momento artístico”, informou. Vanessa revelou que conheceu o trabalho de Andreia ao receber um presente pintado à mão. “Meu intuito é de fazer a pintura em coisas da minha casa, as taças para fazer uma mesa-posta, as xícaras. É legal presentear também. Conheci o trabalho da Andreia através de um presente que eu recebi pintado à mão. É muito mais especial, porque a pessoa pensou em mim e fez com todo carinho. O presente que eu recebi, hoje quando uso, eu lembro da pessoa”, enfatizou.
Para a artista plástica Andréa Mendes o convite para realizar essa oficina foi motivo de muita honra. “Eu já tinha feito um trabalho em aquarela para a Val e acredito que elas gostaram tanto do meu trabalho que confiaram em mim e me chamaram. Eu não esperava pelo convite. Fiquei extremamente honrada. Aí veio na minha cabeça. Qual tema a gente poderia trabalhar? Pensei nas flores do campo, porque é o que mais me pedem. E acredito que, por serem pinceladas soltas, mais fáceis, seria mais simples para as meninas absorverem a técnica. E, pelo jeito, elas estão gostando”, comentou.
Sobre a Mostra Iluminare, a artista destacou que a casa é pura arte. “A arte, em si, tem esse propósito de trazer o que a gente tem na alma. A gente só acha bonito e só se identifica com aquilo que tem na alma. E aqui, na Mostra Iluminari, a casa é pura arte. Tem todo um estudo, toda uma técnica. Nada é aleatório. Tudo é muito bem pensado, tudo muito bem estruturado, porque isso remete ao belo. O belo é a organização. O belo é objetivo e é ordenado”, ressaltou.
Além da técnica, Andréa acredita que as participantes levam para casa novas perspectivas, que podem variar desde o autocuidado até o empreendedorismo. “Elas estão levando possibilidades. Seja para relaxar, para deixar uma mesa posta bonita para o marido, para receber bem, para transformar em algo visível o amor que ela sente ao receber alguém, que é a taça ou uma mesa bem preparada. Lá em casa, por exemplo, eu tenho o meu momento do café. É o momento em que preparo uma mesa com as coisas que eu pinto e falo: ‘Agora eu vou aproveitar’. É um momento que me remete à minha família. Tem um cuidado que eu tenho comigo. E, quem sabe, podemos ter aqui uma pessoa que vai empreender a partir disso. Eu ficaria orgulhosa de saber que uma aluna minha, alguém que está aprendendo aqui, um dia vai me encontrar na rua e falar: ‘Andréa, obrigada por ter me ensinado, porque isso me deu a possibilidade de ter uma renda’”, concluiu.












