ESPAÇO “CLOSET DE LOUÇAS”: O RESGATE DA TRADIÇÃO COM TOQUE DE MODERNIDADE E NEUROARQUITETURA
Um conceito secular com um toque de modernidade e tecnologia define o espaço “Closet de Louças”, idealizado pelo arquiteto Werison Vilanova. O ambiente combina elementos provençais, como puxadores e outros detalhes nostálgicos, para despertar a memória afetiva dos visitantes.
A inspiração para criar o espaço dedicado às louças, começou com a ideia de um closet de louças, no entanto, o arquiteto decidiu expandir e integrar um espaço de viver, que contempla a sala de jantar, cozinha funcional e varanda. “A varanda foi inspirada em elementos da natureza, com painéis amadeirados e luz natural simulada para proporcionar uma experiência sensorial aos visitantes. A união desses ambientes buscou resgatar elementos naturais e memórias afetivas”, informou.
Werison explicou que esse conceito “Closet de Louças”, teve origem na realeza do século XVII com o objetivo de armazenar louças que eram heranças familiares. “O closet de louças originou a partir da necessidade de armazenagem das heranças, pois, na antiguidade tinha-se o costume de passar as louças de geração em geração. A Rainha Mary da Inglaterra decidiu encomendar o primeiro closet de louças, no século XVII, e foi a partir daí que começou a se explorar esse movimento”.
A proposta do arquiteto é de resgatar essa tradição trazendo inspirações de louças clássicas e uma carta histórica para contextualizar a origem e evolução desse costume. “As cristaleiras eram usadas para exibir cristais, enquanto os armários abertos modernos facilitam a exposição e uso das louças, mantendo o valor sentimental e a tradição de tratar essas peças como joias exclusivas”, relatou.
Outro diferencial do trabalho de Werison Vilanova, é utilização da neurociência para criar ambientes que ressoem com a história e essência de cada cliente. “O espaço utiliza iluminação indireta para realçar a combinação de cores e criar um ambiente acolhedor. O foco é desenvolver projetos através da arquitetura sensorial, utilizando elementos conectados com a neurociência, a fim de proporcionar o real estado de sentir e criar por meio de elementos um senso de pertencimento ao espaço e a neurociência nos mostra que formas orgânicas, iluminação natural, plantas naturais, sempre proporcionam a real experiência e não somente uma pretensão de sensação”, garantiu.
A seleção dos parceiros do espaço foi feita criteriosamente para garantir a qualidade da execução do projeto, mostrando o compromisso do arquiteto com a excelência em cada detalhe.